domingo, 15 de abril de 2012

ATPV_10

Relatório do trabalho desenvolvido pela equipe do Cem Neyde Tonanni Marão, no ano de 2011, para análise e opinião da Comunidade a respeito destas questões.

Solicito que postem sua opinião sobre os resultados e mudanças ocorridas no período exposto.

Sua participação muito nos ajudará a melhorar nossa atuação como profissionais da educação.

Obrigada!



AVALIAÇÃO



A construção do Projeto Político Pedagógico do CEM Neyde Tonanni Marão compreendeu três momentos distintos e interligados, sendo:

- Diagnóstico da realidade da escola;

- Identificação da escola; decorrente do levantamento das concepções do coletivo;

- Programação das ações a serem desenvolvidas pelo coletivo.

            Todos esses procedimentos foram construídos coletivamente e definidos por meio de um processo de avaliação, o que permite ao grupo caminhar da escola que temos para a escola que queremos, desenvolvendo as ações possíveis e pertinentes e não como um mero cumprimento das tarefas.

            Observamos grandes avanços nas características organizacionais que favorecem o sucesso da escola como a garantia de espaços de participação e decisão da comunidade, o estímulo e compromisso individual e coletivo na realização de projetos, articulação curricular entre os profissionais, nas HTPCs com planos de estudos e as estratégias de ensino e aprendizagem para evitar possíveis desarticulações curriculares e pedagógicas, fortalecendo a função social, orientando a tomada de decisões, garantindo a unidade o comprometimento de todos nas ações pedagógicas, em torno de um mesmo projeto.

RELATÓRIO DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

            Para fortalecer a participação dos pais na escola, promovemos três atividades esportivas envolvendo os pais e os(as) filhos(as), e ainda  duas ações pedagógicos com os pais dos alunos dos primeiros anos e três ações com os pais dos alunos dos segundos aos quintos anos do ensino fundamental, além das reuniões bimestrais com os professores das classes e a comunidade.  

Observamos que com o propósito de oferecer o acesso às informações sobre o planejamento e o acompanhamento das ações escolares no mural da escola, motivou a participação e o envolvimento da comunidade escolar, evitando que somente alguns pensem e outros façam, sem saber porque o fazem.

            Melhoramos o relacionamento escola comunidade, incentivando a convivência democrática na escola.

            Ressaltamos a importância do acompanhamento compromissado do Conselho Escolar, tanto na sua elaboração como no acompanhamento e avaliação como canal de participação popular nas deliberações escolares.

            Realizamos todas as reuniões que foram propostas pelo coletivo no planejamento e publicamos os resultados (da APM, Conselho Escolar) no mural da escola.

            O uso da quadra nos finais de semana pela comunidade se consolidou de maneira organizada, apresentando uma frequência média de 150 pessoas entre adultos e crianças.

            Ainda não conseguimos recursos humanos para ativar o laboratório de informática nos finais de semana por falta de um técnico e um instrutor ou colaborador.

            Quanto aos alunos de tempo integral, todas as atividades planejadas foram desenvolvidas em local fora do prédio escolar, sendo na “Casa dos Meninos” devido a reforma e adequação do prédio, ainda em andamento.

            A recuperação paralela foi realizada nas salas de aula da creche “Irmãos Mariano” por professores específicos, com aulas atribuídas pela Secretaria de Educação.

            Os equipamentos pedagógicos foram utilizados conforme o planejamento anual, distribuídos conforme horários estabelecidos por todos, no início do ano, como o robô multimídia Bedel, carrinho de pintura, biblioteca itinerante, sala de vídeo e de informática.

            O horário das classes com as aulas foram publicados em todas as portas das salas de aula para controle dos alunos e professores.

            Os professores concluíram o curso de capacitação do Projeto UCA – um computador por aluno em parceria com a Universidade Católica de São Paulo e os alunos utilizaram os netbook’s como ferramenta didática em aulas na própria sala de aula e em outros lugares disponíveis na escola.

            Foram utilizados os materiais didáticos solicitados pelos professores para enriquecimento das aulas.

            Os projetos propostos para o ano de 2011 foram desenvolvidos com sucesso e contou com o apoio financeiro da Secretaria de Educação. Dentre estes, destacamos três projetos de sucesso:

            O projeto de leitura “Mala viajante” tem incentivado o hábito da leitura pelos alunos dos primeiros anos além de melhorar o relacionamento afetivo entre filhos e pais ou responsáveis, tornando a leitura mais prazerosa;

            O projeto “Água e vida”, vivenciado pelos alunos de maneira interativa e concreta, levando os mesmo a reflexão sobre o consumo e conservação da água de maneira econômica e inteligente, visando a preservação do planeta;

            O projeto “Combate a dengue” está proporcionando uma conscientização maior de toda a comunidade escolar que fiscalizam os quintais de maneira educativa, com o compromisso de combater a doença.



CONCLUINDO

            No dia a dia da escola, os professores passaram a usar práticas avaliativas para melhorar o aprendizado. O acompanhamento do aprendizado dos alunos é registrado no portfólio, tornando-se um instrumento facilitador para análise do processo ensino aprendizagem, tanto pela escola como pelos familiares, proporcionando propostas de intervenção, quando necessária.

            A avaliação dos alunos passou a ser encarada apenas como um diagnóstico da situação em que se encontra a aprendizagem dos alunos, a fim de corrigiras falhas imediatamente e dos erros cometidos nas avaliações serem o  ponto de partida para recuperar as defasagens dos alunos. Todas as medidas emergenciais tomadas pelos professores e gestão passaram a ser uma nova prática enriquecedora.

            Nas reuniões de Conselho Escolar a proposta de discussão em roda de sugestões passou a ser uma constante. Todos os acontecimentos são registrados pelos pais e membros do Conselho que discutem e propõe soluções ou alterações.

            A prática da Auto Avaliação foi introduzida por todos os seguimentos da escola, contribuindo para tornar os alunos mais responsáveis, além de melhorando o relacionamento e  profissionalismo.

Verificamos que a escola está mais prazerosa, os alunos estão mais interessados gostam de vir para a escola e a participação e o aproveitamento dos mesmos tem melhorado gradativamente. Houve melhora na nota da escola no Saresp (Sistema de Avaliação dos Resultados do Ensino do Estado de São Paulo) e Saeb (Sistema de Avaliação do Ensino Brasileiro), além da diminuição da evasão e a retenção no quinto ano.

            Os professores efetivos não entraram em remoção e se propuseram a dar continuidade nas propostas de ensino para o ano de 2012. Melhorou o diálogo e participação entre a escola e a família.

            Houve o empenho financeiro por parte da Secretaria de Educação que custeou indiretamente os projetos e de maior necessidade da escola. A APM da escola acompanhou e fiscalizou todos os gastos destinados à escola pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE). Os materiais didáticos para os alunos e pedagógicos para os professores foram adquiridos pela Secretaria Municipal de Educação.

            Devido às dificuldades de comunicação via blog, todas as atividades desenvolvidas pela escola foram publicadas no mural da escola, o que tornou a comunidade mais presente e com maior envolvimento e interesse em participar da vida escolar dos filhos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

ATPV - 9

           
O princípio para uma gestão democrática é a coerência entre os meios e fins da educação, desta forma a escola é o espaço privilegiado de formação humana e socialização do saber sistematizado com a construção desse saber, envolvendo a participação de todos os sujeitos no processo educativo.
Para que esse princípio de gestão se efetive é imprescindível que o envolvimento e o estabelecimento das prioridades e o planejamento das ações contem com a participação da comunidade escolar, por meio da constituição do Conselho Escolar efetivo, tendo em vista que esse deve ser um órgão colegiado e, como tal, deve contar com a participação de representantes de todos os seguimentos da comunidade local e escolar, com funções e atribuições voltadas para a oferta de um ensino de qualidade, uma melhor aplicação dos recursos financeiros da escola, como também uma gestão mais transparente e democrática.
Cabe ao Conselho Escolar a finalidade de efetivar a gestão escolar na forma de colegiado, promovendo a articulação entre os seguimentos da comunidade escolar e os setores da escola, constituindo-se no órgão máximo da direção, tendo as funções e competências deliberativa, consultiva, fiscal e mobilizadora.
O Conselho Escolar da escola onde atuo é constituído com o envolvimento dos pais ou responsáveis, alunos, professores, funcionários, especialista de educação, totalizando vinte componentes, além dos suplentes, sendo eleito um suplente para cada conselheiro que o substituirá em suas ausências ou vacância do cargo, totalizando: 40% de professores, 5% de funcionário, 5% de especialista, 25% de pais e 25% de alunos.
Consideramos que a escola, enquanto espaço público, praticando a democracia através de seu colegiado, está aprendendo, ensinando e formando seus alunos para a prática da autonomia e construção da cidadania.
Os pais ao participarem das reuniões bimestrais, dos eventos, das idas a escola para levarem seus filhos, do acompanhamento da vida escolar, das apresentações, das avaliações contínuas, noticiários, pesquisas, demonstrativo do balancete mensal, no mural da escola, são mobilizados e incentivados a fazerem parte do Conselho Escolar, no ano seguinte.
O mesmo acontece com os professores, alunos e funcionários que vão se envolvendo no cotidiano da escola por meio da realização do Projeto Político Pedagógico (PPP), despertando o desejo de exercitar a democracia, se candidatando para integrar o Conselho, com o compromisso de participar para garantir a continuidade do trabalho realizado pela equipe gestora e colegiado, buscando melhorar a qualidade social, ou melhor, a realização de um trabalho que represente, no cotidiano escolar, crescimento intelectual, afetivo, político e social dos alunos e comunidade, melhorando e aprimorando a cada ano, as atribuições e funções do Conselho escolar.
   





Podemos citar como exemplo desta gestão e colegiado, o trabalho de divulgação e envolvimento dos pais como incentivo e motivação para fazer parte do Conselho por meio da comunicação diária, no mural da escola. Estamos conquistando a confiança dos mesmos e ao mesmo tempo estamos trazendo-os para dentro da escola, valorizando o envolvimento e participação deles na vida de cada criança.
A escolha dos representantes acontece na primeira semana de aula, em Assembleia Geral, mediante processo eletivo, entre os pares e por seguimentos da comunidade escolar e os setores da escola. A reunião de posse é pública, sendo que a assinatura da Ata e Termo de Posse acontece logo após a leitura do Estatuto do Conselho Escolar, para o mandato de um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano O diretor é membro nato, “Presidente do Conselho” a serviço da comunidade, cabendo ao gestor atuar como coordenador na execução das deliberações do Conselho Escolar e também como articulador das ações de todos os seguimentos, buscando a efetivação do Projeto Político Pedagógico da escola.
O Conselho Escolar é um grande aliado desta gestão na luta pelo fortalecimento da Unidade Escolar e pela democratização das relações entre todos da escola e comunidade, das questões pedagógicas, administrativas, financeiras e políticas da escola, fortalecendo e buscando formas de ampliar a participação ativa de professores, coordenadores, criando assim, uma relação entre a instituição e os pais, o que estimula o envolvimento e a participação dos mesmos na vida escolar dos filhos.
O cronograma das reuniões ordinárias é estabelecido na primeira reunião do Plano Anual do Conselho Escolar, conforme Regimento interno, para o ano, ficando  estabelecido no cronograma  que as reuniões ordinárias serão mensais , convocadas pelo Presidente do Conselho, ou, no seu impedimento por representante designado pelo mesmo, dentre os seus componentes, com setenta e duas  horas de antecedência e com pauta claramente definida no edital de convocação
As reuniões extraordinárias são realizadas sempre que for necessário e por convocação do Presidente do conselho ou por solicitação de dois terços de seus membros, por meio de requerimento dirigido ao Presidente do Conselho, especificando o motivo da convocação e com vinte e quatro horas de antecedência, com pauta claramente definida no requerimento.
Durante o ano, no encerramento de cada bimestre letivo, para avaliar a prática educacional das atividades desenvolvidas e apreciar os resultado da aprendizagem, são  discutidos e sugerido ações de melhoramento para incluir socialmente e pedagogicamente todos os alunos, no bimestre seguinte, conforme estabelecido no Regimento interno do Conselho escolar.                                                                         
Em relação ao Projeto Político Pedagógico da escola, na reunião de Planejamento, antes do início das aulas, o Conselho Escolar discute politicamente os problemas reais da escola e do lugar que ela está inserida, com a participação de todos os sujeitos do processo, analisam os resultados das avaliações internas e externas, quantidade de alunos por sala, condições da estrutura física e de materiais de consumo permanente e didático pedagógico para o processo ensino aprendizagem, definem as prioridades e os procedimentos e propõem ações que assegurem as condições necessárias à aprendizagem dos alunos, com qualidade para todos, objetivando a formação de sujeitos com condições de participar crítica e criativamente da sociedade em que estão inseridos.
No momento do Planejamento, após discussão coletiva e reflexão sobre o cotidiano escolar, são elencados os pontos que são problemas e as perspectivas escolares necessárias como suporte para buscar alternativas de mudanças que possam interferir e mudar a realidade da escola, avançando e melhorando o processo ensino aprendizagem dos alunos. São definidas as prioridades, os novos caminhos são definidos e os membros do Conselho Escolar são destinados ao acompanhamento e fiscalização das decisões tomadas e se estão sendo respeitadas e cumpridas por todos.  Cabendo ainda ao Conselho: zelar pelas atividades educativas; fiscalizar como os recursos estão sendo aplicados e se as finanças estão em ordem; promover a prática da Democracia e da Solidariedade; buscar as raízes dos problemas de indisciplina e de relacionamento entre professor aluno e apresentar soluções.
Desta forma, além de ressaltar a importância do PPP da Escola Neyde Tonanni Marão, vale ressaltar a importância do acompanhamento compromissado do Conselho Escolar, tanto na sua elaboração como no acompanhamento e avaliação como canal de participação popular nas deliberações escolares.
De acordo com Abranches (2003), o conselho pode ser caracterizado como um órgão de decisões coletivas, capaz de superar a prática do individualismo e do grupismo. O autor acrescenta ainda que se o Conselho for realmente formado por todos os componentes da comunidade escolar, ele deverá alterar progressivamente a natureza da gestão da escola e da educação, pois deverá intervir positivamente na qualidade do serviço prestado pela escola.
Estamos avançando quanto ao respeito e ao cultivo da diferença por meio das capacitações nas HTPCs, para todos os envolvidos no processo ensino aprendizagem e membros do Conselho Escolar para oferecer uma educação mais prazerosa e inclusiva que respeite e integre os saberes da comunidade, com oportunidades para as crianças se expressarem, valorizando e respeitando a história de vida de cada um, sua sensibilidade, seus valores produzidos na convivência cotidiana na comunidade, associando esses saberes aos saberes do currículo, buscando exemplos do cotidiano e da vivência dos alunos para tornar o aprendizado mais significativo, motivador, principalmente nas relações pedagógicas, tornando o conhecimento numa construção dos saberes, partindo da compreensão do seu meio, para apropriar-se da cultura do seu tempo e lugar e de sociedade, desta forma, o conhecimento representa um processo em construção.

Concluindo:

Os estudos propostos pelos professores do Curso de Especialização de Gestores, (UFISCAR) vislumbram um  suporte teórico valiosíssimo para nossa atuação enquanto Gestores. Hoje, já não ouvimos mais os professores dizendo que todas as decisões vêm prontas e devem ser cumpridas.
Antes o diretor era muito sozinho, tudo era muito burocrático, muito papel e só visavam resultados. No novo cenário da Gestão democrática do ensino público, o gestor passou a gestar e ganhou novos pilares de sustentação com a presença e participação da pluralidade social.
O Conselho Escolar, como todo órgão colegiado, toma decisões coletivas e o Gestor atua como coordenador na execução das deliberações e como articulador das ações propostas pelo Conselho, enriquecendo e facilitando a efetivação do Projeto Pedagógico na construção do trabalho educativo social da escola.
A cada ano, o Conselho Escolar da escola onde atuo, vem se fortalecendo. Conseguimos grandes avanços na qualidade do ensino ofertado, com acompanhamento permanente, combatemos injustiças discriminatórias sociais, melhoramos a comunicação escola comunidade, ampliamos a quantidade de materiais didático pedagógico, melhoramos o diálogo entre professores, pais e gestão.
Em nosso município, a secretaria da educação administra todo o dinheiro destinado à educação que é fiscalizado pelo Conselho municipal.
A escola ficou mais harmoniosa e alegre com a presença dos pais e os alunos, os alunos só faltam às aulas quando realmente estão doentes, diminuindo a evasão e a retenção no final do ciclo.




Referência:

Cadernos 3 e 4 do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares. Unidade 4 do material de PV.
Abranches (2003) Conselhos Escolares.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ATPV - 8

Relatório das atividades

Planejamento, realizado antes do início das aulas com a participação dos professores, funcionários, pais de alunos representantes das salas, membros do Conselho escolar e da APM e equipe gestora com o objetivo de analisar o desempenho dos alunos, dos profissionais da escola e a avaliação do currículo como processo de ensino aprendizagem, além dos fatores que interferiram no seu desenvolvimento, no ano de 2010, bem como buscar soluções de forma conjunta.
a)      Diagnóstico
Primeiramente foram observados: o universo escolar e suas particularidades e diversidades, sua cultura, seu patrimônio, sua vida cotidiana no geral, resultados das avaliações internas e externas realizadas no ano anterior, voltados para o interior da sala de aula, enquanto lugar privilegiado da construção do conhecimento.
A partir das informações sobre o desempenho da escola em 2010, com base nos dados apresentados e resultados obtidos nos vários setores de atuação da unidade escolar, elencamos aqui os principais problemas enfrentados no ano de 2010.  
1-      A existência de um grande número de alunos com sérias defasagens de aprendizagem, principalmente alunos vindos de outros Estados do Brasil, ao longo do ano letivo e por isso foram encaminhados à recuperação intensiva e paralela, em 2010;
2-      Comportamentos inadequados de alunos (e em alguns casos, de professores) em algumas classes prejudicando a aprendizagem;
3-      Resistência de alguns professores em ministrar suas aulas de forma tradicional;
4-      Dificuldades em realizar um trabalho no qual todos os professores estivessem engajados num trabalho coletivo.
A continuidade da integração escola-comunidade, já com resultados apreciáveis, mas passível de aperfeiçoamento;
5-      Espaço físico fora das salas de aula inadequado em decorrência da grande reforma na estrutura física que a escola está passando.
6-      A evasão escolar e o excesso de faltas são sem dúvida, uma grande preocupação no processo de efetivação do direito à educação.


b)     Estabelecimento de metas
De acordo com o diagnóstico da escola, as necessidades foram classificadas em pontos fortes, médios e fracos, sendo estes tabulados, discutidos e debatidos com várias propostas de solução com estabelecimento de objetivos simples, claros e definidos pelo coletivo como passível de alcançar, como:
- Definição dos caminhos para alcançar os objetivos pretendidos, para diminuir as defasagens de aprendizagem de alunos egressos.
- Definição dos procedimentos pedagógicos possíveis para que possa, por meio das ações, viabilizarem a realização dos objetivos traçados e pretendidos para melhorar a qualidade das aulas e do ensino ofertado pela escola.
- Levantamento com a comunidade, de sugestões de atividades para os alunos de tempo integral para escolha de profissionais qualificados, pela Secretaria de Educação, proporcionando à estes, aulas melhores e mais prazerosas.
- Estabelecimento de um roteiro norteando do caminho a seguir para se atingir as metas propostas, envolvendo e fortalecendo a integração escola-comunidade.
- Avaliação interna de todos os seguimentos da escola conforme proposta estabelecida em reunião no final do ano e introdução da prática da auto avaliação, entre todos.
Todas as idéias, pensamentos e sugestões debatidas são registrados para o estabelecimento de metas e propostas de ações a serem desenvolvidas ao longo do ano letivo utilizando-se todos os meios e recursos disponíveis para se atingir os fins que é melhorar a qualidade do ensino ofertado pela escola, diminuindo os índices de evasão e o excesso de faltas, desta forma elevando em 0,5 a nota da escola no Saresp.

c)      Relatório das atividades previstas no Plano de Ação

Visando melhorar a qualidade do ensino e possível solução dos problemas de aprendizagem apresentados pelos alunos, propomos:
1)      Diagnosticar todas as classes e disciplinas, nos primeiros dias de aula para verificar as dificuldades dos alunos e propor ações;
2)      Oferecer recuperação paralela para alunos com dificuldade de aprendizagem, durante o ano e por professor contratado pela Secretaria da Educação;
3)      Oferecer recuperação intensiva, após avaliações bimestrais com alunos que ainda apresentem dificuldade de aprendizagem ao final dos quatro bimestres pelo professor da sala;
4)      Introduzir a avaliação diagnóstica quinzenalmente, na qual as provas aplicadas se transformam em material de análise com a classe, com a valorização do erro, enquanto momento de correção e aprendizagem, pelo professor da sala;
5)      Valorizar as realizações do alunado diariamente com o objetivo de elevar-lhes a auto-estima e a eliminação da recriminação quando o aluno fracassa nas avaliações, pelo professor de sala;
6)      Oferecer aulas dialogadas diariamente, que permitam a efetiva e organizada participação nas atividades de sala de aula e extraclasse, pelo professor da sala e demais envolvidos;
7)      Trabalhar em grupo diariamente, no qual os alunos possam desenvolver um trabalho de descoberta e interação com o espírito de companheirismo e solidariedade, com a participação de todos;
8)      Escolher os alunos líderes e vice-líderes, por bimestre para ser o elo de comunicação formal entre os alunos e a escola e a escolha de alunos monitores, que possa auxiliar o professor na orientação daqueles que apresentam dificuldades na aprendizagem de determinados conteúdos, pelo professor da sala e equipe gestora;
9)      Desenvolver habilidades, ou seja, a capacidade dos alunos transferirem conhecimentos para novas situações, durante o ano, com o incentivo do professor de sala e, demais envolvidos;
10)  Incentivar o envolvimento dos alunos e comunidade nos projetos da escola, fortalecendo as relações pessoais, interpessoais, e grupais;
11)  Oferecer a capacitação em serviço dos profissionais da educação, nas HTPCs com a coordenação, funcionários, professores e equipe gestora;
12)  Proporcionar um ensino de qualidade e atividades lúdicas para os alunos de tempo integral, durante o ano e com os professores escolhidos pela secretaria da Educação, conforme habilidades específicas;
13)  Publicar no mural da escola e no blog todo trabalho realizado pelos alunos para incentivar a participação dos pais na escola.
14)  Praticar a auto- avaliação por bimestre de todos os envolvidos com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino.
15)  Indicar os responsáveis pela produção das ações, que se querem com êxito, vinculado ao planejamento no início do ano.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ATPV 7

Síntese das questões da Atividade ATPV-7 apresentadas ao Conselho Escolar e discutidas  no coletivo, no mês de dezembro de 2011
Proposta de discussão em Roda de Sugestões:
Todos os participantes receberam o questionário para discussão em círculo e houve explanação das perguntas da Atividade ATPV-7 .
 Os pais e professores relataram suas vivencias escolares antes da LDB entrar em vigor.
Os pais referiram que haviam poucas escolas em suas cidades, as vagas eram escassas, o ensino aplicado era muito difícil e com caráter bancário, com escassez de material didático, inexistência de merenda escolar, não recebiam material pedagógico, não havia transporte disponibilizado pelo Estado e/ou município,  gerando alto índice de repetência e evasão.
 Ficou evidenciado por todos os participantes que atualmente a Escola é democrática; acolhe o aluno e proporciona condições favoráveis para que o mesmo permaneça na escola e receba um ensino de qualidade, com direitos iguais para todos, como ensino de tempo integral, aulas de reforço intensivo e paralelo, alimentação adequada, farta  e de qualidade.
O descontentamento manifestado pelos pais foi em relação a reforma da estrutura física da escola que está ocorrendo de forma lenta, prejudicando o desenvolvimento de atividades extra classe e horário de recreio. Os pais e alunos demonstram ansiedade pelo término da reforma. Contamos com um pai que é membro do Conselho Municipal de Educação que intermédia a comunicação entre a Prefeitura e Escola quanto ao andamento das obras.
Todas as observações evidenciaram que estamos no caminho certo, buscando um ensino de qualidade e com a participação da comunidade local.